2011 Lindo!!!!

Tô botando a maior fé que 2011 será bem bacana, cheio de coisas boas, risada, beijo na boca, vinho, amigos e família!!! Vamos que vamos! Que venha o ano novo!!!!

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TPM E NINA HAGEN - MISTURA 10



Melhor coisa do mundo para curtir o prenúncio de uma TPM daquelas é ouvir a musa do punk rock Nina Hagen.

1. Ela grita tudo que eu queria gritar


2. Ela xinga tudo que eu queria xingar


3. Ela fala alemão que é basicamente uma agressão


4. Ela usa tudo que eu queria usar


5. Ela não está nem aí pra nada


Nina Hegen deu asas a minha imaginação no rock in rio 85 e até hoje serve como bálsamo, antídoto para diversos males da minha alma. Hoje, a diva é evangélica, mas não sei até quando, uma vez que ela já foi hare, ufo, ET e tanta coisa....


Mas enfim, Nina é Nina e pode tudo
Por isso eu grito:
WIR WANDERN BLOSS UND NACKT IN DIE UNENDLICHKEIT
WIR SCHWEBEN AUF DEM PFADE IN DIE EWIGKEIT
WIR GLAUBEN WAS WIR WISSEN UND WIR FUERCHTEN UNS
WOHL WEIL WIR STERBEN MUESSEN DAD BEAENGSTIGT UNS
WIR SIND DIE LEBENDEN
NACH LEBEN STREBENDEN

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E nem é outono




Tem músicas que traduzem exatamente o seu estado de espírito. Às vezes paramos num axé e, “tira o pé do chão”. Mas tem dias, em que a introspecção, a vontade de ter apenas sua companhia fala mais alto. Eis a que me acompanha hoje, e nem é pelo outono. Talvez se tivéssemos essa estação, tudo fosse diferente. Não existe tristeza, apenas necessidade do meu silêncio.

Essa música então...

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Simples

Tenho a impressão de que o amor, não é simplesmente amor.
Se fosse tão simples, habitaria tão simplesmente em minha alma.
Se assim fosse, voaria comigo para um lugar que só eu sei onde fica
e nele, eu encontraria apoio num peito ofegante
e juntos riríamos dessas palavras tolas.

Se o amor, fosse simplesmente amor mesmo, de verdade,
não me deixaria sentir a falta de algo que nunca tive
não permitiria que, se quer, eu derramasse uma lágrima numa despedida.
Ele voaria comigo para o ninho mais próximo e me acariciaria com a delicadeza da mais diminuta pena
E juntos, dançaríamos nas colinas verdes e cochilaríamos na relva úmida e sentiríamos o cheiro do orvalho.

O amor não é simplesmente amor porque clama pelos lábios doces do sol a pureza do seu brilho;
È amor sim, porque não chora pela ausência do bem querer
e sim, personifica a sombra fosca e fria no calor dos dias quentes.


Mas o amor, simples assim, é, foi e sempre será amor
Que permite divagações existenciais quanto ao seu uso,
que manobra o entardecer dos dias tristes e chuvosos,
que, pura e simplesmente me ama assim, do jeito que sou
e que na sua simples pronúncia, dilacera minh´alma e desabrocha o cantar de uma poesia meramente banal.

Sim! O amor!

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12 de outubro

A comemoração do dia das crianças sempre despertou, e vai continuar enquanto eu viver, uma atração especial. Hoje talvez, por ainda enxergar no olhar de uma criança a veracidade de um sentimento que anda em falta no mundo atual: a pureza.

Da minha infância, trago toda minha base da minha personalidade, medos, vitórias, ideias. Dela, trago ainda e também, o registro das sensações mais preciosas, como a de sentir o cheiro do sertão e o vento quente no rosto em uma viagem de férias. Saudade de um passado que não volta mais, mas que, está fortemente cravado na minha alma e que jamais será esquecido.

Minha vida sempre foi cheia de altos e baixos, como: o primeiro e único 10 em matemática, a precoce morte do meu colega Trajano numa chuvosa manhã de segunda, o dia que inventei de fundar uma religião no colégio de freiras, as pitombadas que levava da irmã Helena por querer roubar jambo, prender o pé na correia da bicicleta, descobrir o mistério das assombrações no Santa Sofia, tocar na campanhia do vizinho e correr, jogar mamona com estilingue na casa do vizinho, brincar de incendiar a lagoa azul, operar imbuá, cavar uma piscina obedecendo minha irmã, brincar de lama com Virgínia, o medo de dormir e fingir passar mal pra ir para o sofá do quarto dos meus pais, chorar na missa, dividir a hóstia com amiga que não tinha feito primeira comunhão pra ela saber o gosto, a morte de Funaro, dar susto em Maria Pequena, embrulhar pedra com papel de confeito e distribuir, a partida do meu bode Roy para a fazenda, brincar de comando para matar e se jogar na grama da vizinha e tantas outras mas sempre sonhar e em cada um deles, uma viagem num universo criado apenas na minha cabeça.,

Hoje, no auge dos meus 34 anos, atuando como jornalista, não me esqueço por um só minuto, de que esse meu carinho pela data provenha do fato que eu nunca cresci e continuo uma criança feliz!

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Dia do menino Sabino!

Impossível esquecer que hoje, 11 de outubro, partia o escritor que mais me identifico e que mais fala sobre mim, sem nunca ter, se quer, visto o meu olhar.  Fernando Sabino, o mineirinho que, com seu jeito, meio moleque, meio homem, descortinou na minha vida o universo da literatura.

Falar de criança e literatura sem citar a genialidade desse eterno menino é impossível. Sabino viajou rumo aos mais diversos veículos na sua infância, transpôs obstáculos e um dia lembrou-se que tinha se tornado homem. Ao se dar conta, logo cuidou em esquecer e voltou a adormecer essa responsabilidade humana tornando-se um eterno menino.

Hoje, data que marca sua partida para o plano superior e amanhã, dia das crianças e aniversário dele,  vejo que eu, no meu mundinho lembro, comemoro e celebro o nascimento do escritor da literatura brasileira que mais criança foi, e que com seu jeito mudou o rumo literário do país com suas crônicas. A falta que ele me faz, é sem dúvida, a maior de todas, uma vez que sua produção sempre assumiu em mim influências e descobertas de mundos jamais perdidos principalmente dentro da cabeça de quem sabe o que é ser criança como eu.

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©2009Erika Valença | by TNB