Folia
| Maricota e o batommmm |
Coisinhas, fragmentos e pedaços
Eu tinha 11 anos quando dei meu primeiro beijo. Alí naquela rua lá em São Bento do Una e, como não poderia deixar de ser diferente, com um primo. No primeiro contato, tive a sensação de enjoo, enguiei e corri. Já no segundo contato.... ao terminar, não sentia os pés no chão, via estrelinhas e escutava sininhos.

A era Lula trouxe para o Brasil uma moda de bolsas. Nada de modelos inéditos Givenchi, Louis Vitton, Arezzo, Mario Prata (sim, é uma marca do acessório), ou até mesmo uma falciê da 25 de março ou rua de Santa Rita. Falo de ‘bolsa’ de auxílio financeiro em determinadas situações, na maioria das vezes, de necessidade extrema. Não venho aqui defender o governo e/ ou esculhambar, venho apenas apresentar uma sugestão de implementação à candidata do PT, Dilma Russeff: o Bolsa Vitalina.
Nos dias atuais, cresce em progressão geométrica a concorrência da conquista de um homem para chamar de seu. As armas e os artifícios usados no mercado são os mais baixos possíveis, todos sempre movidos pelo desespero, quase sempre, piro- bacuro-sexual, ou melhor, pelo fogo da bacurinha. Este, quando intenso causa arruaça, confusão, prisões e crimes. Uma putaria mesmo.
Diante dessa atual conjuntura, o governo federal entraria na promoção de um auxílio monetário destinado às moçoilas dereitchas e de família. De posse desse numerário, elas se entregariam aos prazeres das compras, idas a spas, cursos de história da arte e tantos outros prazeres propiciados pelo dim dim. Ainda como apoio financeiro, na troca das estações do ano, o governo enviaria, literalmente uma bolsa, com as novas tendências em roupa, cosmético e acessórios, seria simplesmente demais. Resumindo: mulher com grana, fica mais mansa do que angorá capado e esquece dos machitos.
A conseqüência disso tudo? A queda do índice de violência causado pela a inveja da colega que comprou um neutrox novo, as feias teriam uma chance de melhorar um tiquinho e a ala feminina seria bem mais unida. No que toca o elã orgasmático, este poderia ser atingido com a aquisição de equipamentos de última geração elaborados pela apple (sim, ela não dormiria no ponto mesmo).
Uma vez a moça fosse contemplada com um namorado, o que passaria a ser uma chatice, era obrigada a deixar, imediatamente, o projeto. Isso dificilmente iria acontecer, então surgiria uma insatisfação revoltosa parte da ala masculina que seria brutalmente trocada. Quem quem sabe, eles tomariam consciência que a arte da conquista ainda existe!
Enfim, dona Dilma, a senhora que está solteira, pense nisso!
Era uma vez Pollyanna, ou Miss Poly. Uma menina, ou moça, ou mulher, que tornou-se personagem da literatura infanto-juvenil com seu espírito perseverante/ otimista e com o seu famoso ‘jogo do contente’. Atualmente, pouco se sabe do paradeiro dela, mas agora sabe-se que a mesma revoltou-se contra sua autora e concedeu, com exclusividade, ao repórter Wanda Valente, a entrevista a seguir.
O local escolhido foi uma mesa de bar do Boteco Surradão, localizado na periferia de Glória do Goitá, atual cidade em que mora. Na ocasião, ela confessou que continua com o pensamento de sempre: é importante ver o lado bom das coisas, mas não com isso de ser tida como a sempre boazinha. Resolveu então viver realmente a vida e curtir o que é imoral, ilegal e engorda.
Na entrevista ela faz revelações escandalosas sobre suas descobertas e suas conclusões de mundo.
Wanda Valente: Pollyanna, como é ser considerada o protótipo da menina, moça, mulher perfeita?
Polyana: Chato, aliás um saco.
R: Hoje em dia, como é sua rotina?
Bem, acordo por volta das 11h como o que tiver na geladeira, acendo um cigarro e vou para a varanda olhar o movimento da cidade. Depois ligo para um amigo ou amiga (normalmente minhas parceiros, Amy Winehouse, Courthney Love e Dado Dolabella) para saber se estão vivos da farra da noite anterior e saber se aprontei alguma, se disserem que sim, peço pra não falar, se disserem que não, me deprimo por não ter feito, depois tomo banho e cochilo. Lá pra mais tarde, faço uma máscara de pepino pra aliviar a tensão, fumo um baseado e vou ver a novela completamente chapada. Depois balada.
W: De que você vive?
P: direitos autorais, consegui em uma guerra judicial, assumir o lucro da venda dos livros que levam o meu nome.
W: Mas a autora não seria uma espécie de mãe para você, já que ela te deu a vida? Isso não te incomoda?
P: Porra nenhuma, ela só botava pra fuder em mim.
W: Como você vê essa mudança na sua vida?
P: Providencial. Tava precisando, sabe? A pessoa tem que ver o lado bom da vida, mas ser imbecil não.
W: O que você chama de ser imbecil?
P: O que eu era. Não incentivo ninguém a fumar maconha, tomar êxtase ou trepar loucamente, simplesmente não tapo mais o sol com uma peneira, aproveito.
W: O conteúdo dos livros são totalmente verídicos?
P: Um caralho!!! Transei no segundo volume. Mas a autora não me deixava falar, no terceiro me droguei pesado. Sabe, tenho vontade de um dia, escrever Polyana, a velha...
W: É uma idéia que você vai tentar concretizar?
P: (bocejando) ..... talvez.... mas acho que antes faço o polyana, a desvairada.
W: Seria uma espécie de Cristiane F?
C: Peraí, agora você está me agredindo. (coçando o entrecoxa)
W: Desculpe! Reformulo a pergunta: como seria Polyana, a louca?
P: bem, destacaria fatos reais da minha vida que chocassem mesmo como: a maratona de sexo que participei e a bebedeira da formatura de Maria Incarnacion.
W: Quem é Maria Incarnacion?
P: (rindo) Cacá, ah! Cacá, mandava muito bem!!! Saudade daquela espanhola.... e que espanhola....
W: Você viveu relações homossexuais?
P: Você acha que falo de Cacá com tanto saudosismo porque, meu véi? Cacá tinha uma pegada, mas uma pegada!!!! Nossssss (lambe os lábios).
W: Você é lésbica?
P: Não deixo de ser, sou bi e dar uma boa trepada com os dois sexos juntos é perfeito. Aliás, a natureza é perfeita e se podemos usufruir dos dois, por que não? Aliás, não sei se você notou, mas num consigo parar de olhar para o seu decote....
W: Vc manteve relações com travestis?
P: Jamais
W: Por que??
P: sempre achei uma classe nojenta, que abusa do uso de cosmético, na verdade pintam o que não são.
W: Você tem silicone?
P: Não
W: Você toma hormônio?
P: Não, Por que?
W: Porque você está desde hoje me comendo com os olhos e nem percebeu que eu sou um bofe. Agora vem logo ver e sentir o que é a natureza 2 em 1.
Polyana, que tinha jogado tudo para o alto, em busca de novas emoções não imaginava que estava diante de Waldemar Valente, jornalista, 39 anos e muita saúde. Foi assim que Miss Poly refez sua vida, rompeu preconceitos e seguiu contemplando o lado bom da vida, ao lado do seu novo grande amor e viveram felizes para sempre.
Você está pensando o que? Que pode assim, do nada, no meio do expediente de trabalho, aparecer no meu pensamento? Acha que pode invadir minha concentração, como esse um filminho tupiniquim, no meio da redação e da matéria? Não é porque, você fez dry martini pra mim e me aqueceu na noite fria da Europa, que tem esse direito. Pensa que eu tenho saudade da sua barba me metendo arrepios e dos beijos escandalosos no meio da rua? Acredita que eu realmente gostei disso? Acredita de verdade que, quando eu elogiava o macio das tuas mãos? E seu sono, leve e tranqüilo?...........É como dizia a nossa canção, aprendi a perdoar e a pedir perdão, vinte nove vezes!
©2009Erika Valença | by TNB