Simples

Tenho a impressão de que o amor, não é simplesmente amor.
Se fosse tão simples, habitaria tão simplesmente em minha alma.
Se assim fosse, voaria comigo para um lugar que só eu sei onde fica
e nele, eu encontraria apoio num peito ofegante
e juntos riríamos dessas palavras tolas.

Se o amor, fosse simplesmente amor mesmo, de verdade,
não me deixaria sentir a falta de algo que nunca tive
não permitiria que, se quer, eu derramasse uma lágrima numa despedida.
Ele voaria comigo para o ninho mais próximo e me acariciaria com a delicadeza da mais diminuta pena
E juntos, dançaríamos nas colinas verdes e cochilaríamos na relva úmida e sentiríamos o cheiro do orvalho.

O amor não é simplesmente amor porque clama pelos lábios doces do sol a pureza do seu brilho;
È amor sim, porque não chora pela ausência do bem querer
e sim, personifica a sombra fosca e fria no calor dos dias quentes.


Mas o amor, simples assim, é, foi e sempre será amor
Que permite divagações existenciais quanto ao seu uso,
que manobra o entardecer dos dias tristes e chuvosos,
que, pura e simplesmente me ama assim, do jeito que sou
e que na sua simples pronúncia, dilacera minh´alma e desabrocha o cantar de uma poesia meramente banal.

Sim! O amor!

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12 de outubro

A comemoração do dia das crianças sempre despertou, e vai continuar enquanto eu viver, uma atração especial. Hoje talvez, por ainda enxergar no olhar de uma criança a veracidade de um sentimento que anda em falta no mundo atual: a pureza.

Da minha infância, trago toda minha base da minha personalidade, medos, vitórias, ideias. Dela, trago ainda e também, o registro das sensações mais preciosas, como a de sentir o cheiro do sertão e o vento quente no rosto em uma viagem de férias. Saudade de um passado que não volta mais, mas que, está fortemente cravado na minha alma e que jamais será esquecido.

Minha vida sempre foi cheia de altos e baixos, como: o primeiro e único 10 em matemática, a precoce morte do meu colega Trajano numa chuvosa manhã de segunda, o dia que inventei de fundar uma religião no colégio de freiras, as pitombadas que levava da irmã Helena por querer roubar jambo, prender o pé na correia da bicicleta, descobrir o mistério das assombrações no Santa Sofia, tocar na campanhia do vizinho e correr, jogar mamona com estilingue na casa do vizinho, brincar de incendiar a lagoa azul, operar imbuá, cavar uma piscina obedecendo minha irmã, brincar de lama com Virgínia, o medo de dormir e fingir passar mal pra ir para o sofá do quarto dos meus pais, chorar na missa, dividir a hóstia com amiga que não tinha feito primeira comunhão pra ela saber o gosto, a morte de Funaro, dar susto em Maria Pequena, embrulhar pedra com papel de confeito e distribuir, a partida do meu bode Roy para a fazenda, brincar de comando para matar e se jogar na grama da vizinha e tantas outras mas sempre sonhar e em cada um deles, uma viagem num universo criado apenas na minha cabeça.,

Hoje, no auge dos meus 34 anos, atuando como jornalista, não me esqueço por um só minuto, de que esse meu carinho pela data provenha do fato que eu nunca cresci e continuo uma criança feliz!

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Dia do menino Sabino!

Impossível esquecer que hoje, 11 de outubro, partia o escritor que mais me identifico e que mais fala sobre mim, sem nunca ter, se quer, visto o meu olhar.  Fernando Sabino, o mineirinho que, com seu jeito, meio moleque, meio homem, descortinou na minha vida o universo da literatura.

Falar de criança e literatura sem citar a genialidade desse eterno menino é impossível. Sabino viajou rumo aos mais diversos veículos na sua infância, transpôs obstáculos e um dia lembrou-se que tinha se tornado homem. Ao se dar conta, logo cuidou em esquecer e voltou a adormecer essa responsabilidade humana tornando-se um eterno menino.

Hoje, data que marca sua partida para o plano superior e amanhã, dia das crianças e aniversário dele,  vejo que eu, no meu mundinho lembro, comemoro e celebro o nascimento do escritor da literatura brasileira que mais criança foi, e que com seu jeito mudou o rumo literário do país com suas crônicas. A falta que ele me faz, é sem dúvida, a maior de todas, uma vez que sua produção sempre assumiu em mim influências e descobertas de mundos jamais perdidos principalmente dentro da cabeça de quem sabe o que é ser criança como eu.

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NÃO é um problema meeeeeesmo

Eu tive um namorado que se achava.
Cantava pra mim: loirinha cafungada do nomedele+dão , é um pobrema. O fato de ele não ser negão, fez com que o mesmo adaptasse a melodia para seu nome.Pouco pretensioso? total. Isso sim é uma loirinha cafungada do negão. Jesus me abane!!!



Lá vem o negão/ Cheio de paixão/ Se ninguém soube lhe amar / Pode se preparar/ Chegou a salvação/ Só alegria, pode se arrumar/ Que chegou o negão/

Agora vem a grande mentira: Lourinha cafungada do negão/ É um problema/ Lourinha cafungada do negão/  É um problema...

Problema????? isso é a solução

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Meu passado me condena - Imitando Tacy I


Parece um menino, mas não é! Sou eu mesma, meu passado me condena???

1. Só porque, como bastasse o cabelo curtíssimo, ainda uso gravata, colete? fazendo o visual "combinandinho" dos anos 80? Quem não nasceu nessa década sabe do que eu estou falando.
2. Só porque era branca igual gasparzinho espantado por um outro fantasma na escuridão?
3. Só porque tenho um pescoço de girafa albina?
4. Só porque estou usando uma pochete branca?
5. Só porque tinha os dentes enormes e parecia a menina do zorra total que ama moooooooooooooooooito?

Claro que não! que é isso!!!!

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Erika, a caixa

Quando muito pequena eu era, alimentava um sonho profissional, um tanto pequeno, para quando ainda não se sabe alguns conceitos básicos de vida, mas, gigante para uma criança de imaginação fértil.

Queria ser caixa de supermercado!

Na época, a tecnologia ainda não tinha aportado nas instalações dos supermercados Dular, Pérola e Cobal, lá de Garanhuns. Não existia código de barra, muito menos leitor esfereográfico, laser, CCD ou câmera. Tudo era feito manualmente: a funcionária pegava o produto e, atentamente, inseria o preço na máquina que, no mesmo momento, já imprimia o cupom.

Ergonomia? nem se sabia o que era isso. Os botões das registradoras eram duros (seguindo a tecnologia de Gutemberg) e a operadora tinha que ter as pontas dos dedos mais que fortes para passar uma jornada de trabalho naquela ginástica.

Para os comércios mais simplórios e com menos movimento, a registradora era diferente: no lugar da operadora apertar o botão da unidade, dezena, centena e milhar, ela puxava uma espécie de lavanca que descia até o número solicitado, ao mesmo tempo em que rodava o visor para o cliente visualizar. Ao final da compra, apertava-se outro botão, depois rolava uma manivela grande e pronto, num passe de mágica, abria-se a gaveta.

Eu achava a primeira o máximo, mais tecnológica, mais a frente e queria passar o dia inteiro operando aquela estrovenga.

Na verdade, ao escrever esse texto, associo que na verdade, queria ser caixa porque meus pais davam muito dinheiro àquelas moças enquanto que a mim, só o suficiente para um chocolate de pouca qualidade. E ali, naquele posto, eu receberia não só o dinheiro deles, como de todo mundo que tivesse ali e assim ficaria rica.


Coisas de criança!


* Agradecimento especial a Tacy Viard (@tacyanaviard e www.tacyviard) por me explicar a coisa mais séria desse blog, o nome da nova tecnologia dos caixas de supermercados. 

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©2009Erika Valença | by TNB