Dona Erika e os seus maridos

A paixão é uma coisa que supera os limites, principalmente da minha imaginação. Quando me refiro aos meus maridos, sim, sou casada com vários, sinto algo diferente pulsar na minha alma. Cada um tem uma maneira personalizada e original de habitar no meu céu de brigadeiro. Foi não foi, descubro mais um cônjuge na minha vasta lista. Deixo claro que, amor não se mede e a numeração aqui utilizada, não tem cunho classificatório, cada marido, ocupa uma posição obtida por sorteio auditado pelo meu cliente, que não vou citar o nome, porque é grande e complicado. Então vamos às apresentações:



1.Marcelo Antony – Pai do meu filho Theodoro Valença Antony, um poodle lindo, champagne, a cara do pai. Nosso romance começou quando ele fazia Sérgio, no folhetim Mulheres Apaixonadas na Globo. Atravessamos alguns problemas, mas, uma família unida é o alicerce de tudo. Dizem que ele na novela está interpretando um pedófilo, mas não é não, ele fica no computador falando com a gente pelo skype.


2. Fábio Júnior – Há alguns anos, encontrei Bibito em Itapissuma. Ele comendo uma caldeirada e eu passeando pelo calçadão. Foi então que pintou os olhares, ele todo sujo de frutos do mar e eu toda serelepe a desfilar pela orla itapiossuense. Bibito então olhou pra mim, agitou os mullets e disse: senta aqui. Você pintou como um sonho, eu fui atrás com tudo, se isso são coisas do amor, acredito que estou vivendo em outro mundo... Era Itapi. Na época eu tinha vinte e poucos anos.


3.Bernardo Carvalho – Esse foi uma paixão fulminante. Vi sua carinha de mamão, seus óculos e sua fofurice em uma reportagem referente à premiação do seu romance Mongólia. Posso dizer que o Jabuti nos uniu. Não o prêmio, mas, o do horto de Dois Irmãos. Um belo dia, eu estava passeando com meus sobrinhos no Zoo e eis que me deparo com aquela cena: Bê com olhar distante, mirando um jabuti que caminhava lentamente em cima de uma pedra. Quando nossos olhos se cruzaram no jabuti, e dele voltou-se a nós, sinos tocaram, fogos explodiram e o amor falou por nós. Hoje somos felizes com vários jabutis em casa.

A saga dos maridos não acabou.... depois tem mais.

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TPM= TÔ MUITO PUTA


No começo era tudo mais simples. Via-se a data no calendário, estimava-se o próximo período e era só aguardar que ele chegava. Tranquilamente.

Hoje em dia, tudo mudou. Uma semana antes, a pessoa já se sente esquisita, as outras pessoas também ficam esquisitas por conseqüência, o corpo pesa mais, as pernas portam 346 kg cada uma - subir uma escada se transforma em um suplício -, dói peito, incha tudo, as idéias ficam disformes, a impaciência reina e a tristeza??? Essa daí impera com toda a força que se possa existir. Ficar séria e em silêncio como quem está assistindo um documentário do Discovery sobre o tanque de gasolina hidrotérmico da Challenger é a melhor solução, até porque esboçar um sorriso, em qualquer situação, incomoda. Resumindo, a pessoa torna-se praticamente uma bipolar autista.  

Isso é um pouco do que é ter TPM.

Comecei a sentir esses troços quando morava fora. Pensava que estava louca, porque assumi um comportamento meio psicopata com um namorado (que vamos lá, ele também tinha a pilantragem no sangue e só fazia aguçar meus sentimentos mais primitivos) e persegui mesmo o rapaz. Tinha crise de choro no trabalho e sempre botava a culpa na saudade de casa. Pois bem, voltei. Sim, estou em casa e????
Já me disseram: toma um diurético, come chocolate, vai dançar, respira fundo, faz Ioga, vai correr, come ômega 3, faz isso, come aquilo....
Ora bolas, não quero nada disso, nem sei o que eu quero, portanto não venha me oferecer nada. Ledo engano quem pensa que essa sigla do inferno quer dizer Tensão pré-menstrual.


A verdade é que ta bem mais para:
TPM=TÔ PUTA MESMO
TPM =TÔ PROSTRADA na MERDA
TPM= TENTE PERTURBAR MENOS
TPM= TENDÊNCIA PARA MATAR
TPM= TENHO PENA de MIM
TPM= TUDO POR MERDAPM= TORANDO o PINO MAIOR
TPM= TIRANA PERSONHENTA MALVADA


Cansei. Xau. Partiu. Ora

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Eu não quero tocar em você, oh baby!

Ando tão saudosa. 


Agora me lembrando do meu primeiro beijo, ao sou de Yahoo - chega dá uma friaca no bucho. 


Lá vai. 


Era uma festinha na casa de uma amiga da minha prima, sim, eu era penetra e nem conhecia a anfitriã. 


Eu já tinha meu alvo definido. Já nos paquerávamos!!!! Então dançamos forró, rimos, conversamos e quando começou a música lenta, naquela época, as músicas tinham arranjos fortes e marcantes, ele disse que queria muito falar comigo. Imaginei que ele queria discutir os índices da bolsa ou talvez a preocupação com o petróleo do Golfo ou até com a preparação bionergética integrada da Nasa para os países subdesenvolvidos, mas não. Nada disso rolou e nos afastamos um pouco da turma. 

Chegando no local indicado, segurou minha mão e começou a conversar. Na verdade sussurrar e eu, toda cheia de medo, não ousava me aproximar para ouvir melhor. Já não tinha perna, tudo em mim tremia, e então me apoiava em um muro. Ele vindo e eu já não tinha mais pra onde correr e baixei a cabeça. Ele, sutilmente, segurou meu queixo e pimba: boca com boca. 


Opa, que é isso? meu nome é língua, posso entrar?
Tinha visto nas novelas, que era pra abrir a boca. Abri. Sim. 
E agora? Boto tb? Tantas dúvidas já me embrulhavam o estômago. 
Decidi que eu não ia fazer nada, fiquei, literalmente, boquiaberta. 


Enquanto isso tocava: eu não quero tocar em você, oh baby!


E eu boquiaberta. Até que resolvi agir e sair dali. Num ato de horoísmo, me disvencilhei daquela sucção com direito a um "ploft" igual a desentupidor de pia. Corri para o banheiro com uma ânsia. Claro que minhas amigas foram atrás de mim. Enquanto uma perguntava:
- como foi?
- é bom?
- você gostou?
eu nada respondia, só fazia cara de nojo e de "eca". 


Mal sabia eu que eu, no auge dos meus 34 anos, iria sentir falta daquela nojeira. 




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O bode Roy e eu

Menudo forever
Para quem já passou dos 30, com certeza curtiu, e bem, a fase Menudo - sucesso arrebatador entre as adolescentes. Algumas meninas chegavam ao desespero, outras, mais contidas, como minha irmã, ficavam com o olhar distante, apreciando o poster colado na parede, com olhos de amor.

Menudo era multi e muito contribuía para nosso desenvolvimento. Era impressionante! Com eles:

* Adquiríamos, automaticamente, sotaque castelhano, quando entoávamos sus canciones, sem nunca termos saído, no nosso caso caso, de Garanhuns.

* Éramos malhadas pois  passávamos as tardes ensaiando a coreografia de Não se reprima e quando não sabíamos, exercitávamos a criatividade para produzir uma dança a altura, como foi o caso de Sobe em minha moto.

* No caso da minha mana, era maior. Já sofria de "amor" e roía ao som de Doces Beijos. Um dia ela sonhou com Ray e acordou completamente apaixonada por ele, foi quando Charles ficou um pouco de lado.

O Belo Roy se transformou em um bode
* Eu amava o mais banido, o patinho feio, Roy - a paixão era tanta, que dei o nome de um bode que ganhei e que cuidei dele em casa comendo as roseiras da minha mãe.

* No domingo, assistíamos a missa angustiadas para não perder um programa que passava depois de Sílvio Santos, era uma doença mental.

Sei que esse assunto vai render alguns posts por isso pergunto: e vc? o que fazia para o Menudo?????

Recordar é viver


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Folia

Maricota e o batommmm



Eu simplesmente não perco essa folia por nada. É lindo ver a pequerrucha da minha sobrinha descobrindo a vaidade. Depois de toda essa folia, ainda disse: 
- titia, o perfume! Não dá pra ficar chique sem um bom perfume!!!!
Amo demais minha peruinha!


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O amor é cego

Eu tinha 11 anos quando dei meu primeiro beijo. Alí naquela rua lá em São Bento do Una e, como não poderia deixar de ser diferente, com um primo. No primeiro contato, tive a sensação de enjoo, enguiei e corri. Já no segundo contato.... ao terminar, não sentia os pés no chão, via estrelinhas e escutava sininhos.

Hoje, já balzaquiana, me lembro com saudade do momento em que eu escutava Kátia, a cega, e ficava no portão pensando naquele sublime momento, suspirando, parecia um fole!

O amor é realmente cego.



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©2009Erika Valença | by TNB