O bode Roy e eu

Menudo forever
Para quem já passou dos 30, com certeza curtiu, e bem, a fase Menudo - sucesso arrebatador entre as adolescentes. Algumas meninas chegavam ao desespero, outras, mais contidas, como minha irmã, ficavam com o olhar distante, apreciando o poster colado na parede, com olhos de amor.

Menudo era multi e muito contribuía para nosso desenvolvimento. Era impressionante! Com eles:

* Adquiríamos, automaticamente, sotaque castelhano, quando entoávamos sus canciones, sem nunca termos saído, no nosso caso caso, de Garanhuns.

* Éramos malhadas pois  passávamos as tardes ensaiando a coreografia de Não se reprima e quando não sabíamos, exercitávamos a criatividade para produzir uma dança a altura, como foi o caso de Sobe em minha moto.

* No caso da minha mana, era maior. Já sofria de "amor" e roía ao som de Doces Beijos. Um dia ela sonhou com Ray e acordou completamente apaixonada por ele, foi quando Charles ficou um pouco de lado.

O Belo Roy se transformou em um bode
* Eu amava o mais banido, o patinho feio, Roy - a paixão era tanta, que dei o nome de um bode que ganhei e que cuidei dele em casa comendo as roseiras da minha mãe.

* No domingo, assistíamos a missa angustiadas para não perder um programa que passava depois de Sílvio Santos, era uma doença mental.

Sei que esse assunto vai render alguns posts por isso pergunto: e vc? o que fazia para o Menudo?????

Recordar é viver


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Folia

Maricota e o batommmm



Eu simplesmente não perco essa folia por nada. É lindo ver a pequerrucha da minha sobrinha descobrindo a vaidade. Depois de toda essa folia, ainda disse: 
- titia, o perfume! Não dá pra ficar chique sem um bom perfume!!!!
Amo demais minha peruinha!


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O amor é cego

Eu tinha 11 anos quando dei meu primeiro beijo. Alí naquela rua lá em São Bento do Una e, como não poderia deixar de ser diferente, com um primo. No primeiro contato, tive a sensação de enjoo, enguiei e corri. Já no segundo contato.... ao terminar, não sentia os pés no chão, via estrelinhas e escutava sininhos.

Hoje, já balzaquiana, me lembro com saudade do momento em que eu escutava Kátia, a cega, e ficava no portão pensando naquele sublime momento, suspirando, parecia um fole!

O amor é realmente cego.



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Bolsa Vitalina


A era Lula trouxe para o Brasil uma moda de bolsas. Nada de modelos inéditos Givenchi, Louis Vitton, Arezzo, Mario Prata (sim, é uma marca do acessório), ou até mesmo uma falciê da 25 de março ou rua de Santa Rita. Falo de ‘bolsa’ de auxílio financeiro em determinadas situações, na maioria das vezes, de necessidade extrema. Não venho aqui defender o governo e/ ou esculhambar, venho apenas apresentar uma sugestão de implementação à candidata do PT, Dilma Russeff: o Bolsa Vitalina.

Nos dias atuais, cresce em progressão geométrica a concorrência da conquista de um homem para chamar de seu. As armas e os artifícios usados no mercado são os mais baixos possíveis, todos sempre movidos pelo desespero, quase sempre, piro- bacuro-sexual, ou melhor, pelo fogo da bacurinha. Este, quando intenso causa arruaça, confusão, prisões e crimes. Uma putaria mesmo.

Diante dessa atual conjuntura, o governo federal entraria na promoção de um auxílio monetário destinado às moçoilas dereitchas e de família. De posse desse numerário, elas se entregariam aos prazeres das compras, idas a spas, cursos de história da arte e tantos outros prazeres propiciados pelo dim dim. Ainda como apoio financeiro, na troca das estações do ano, o governo enviaria, literalmente uma bolsa, com as novas tendências em roupa, cosmético e acessórios, seria simplesmente demais. Resumindo: mulher com grana, fica mais mansa do que angorá capado e esquece dos machitos.

A conseqüência disso tudo? A queda do índice de violência causado pela a inveja da colega que comprou um neutrox novo, as feias teriam uma chance de melhorar um tiquinho e a ala feminina seria bem mais unida. No que toca o elã orgasmático, este poderia ser atingido com a aquisição de equipamentos de última geração elaborados pela apple (sim, ela não dormiria no ponto mesmo).
Uma vez a moça fosse contemplada com um namorado, o que passaria a ser uma chatice, era obrigada a deixar, imediatamente, o projeto. Isso dificilmente iria acontecer, então surgiria uma insatisfação revoltosa parte da ala masculina que seria brutalmente trocada. Quem quem sabe, eles tomariam consciência que a arte da conquista ainda existe!

Enfim, dona Dilma, a senhora que está solteira, pense nisso!

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O sorriso que vai ficar pra mim


É impressionante, mas grande parte dos acontecimentos marcantes da minha vida acontece na livraria.

Eu estava saindo de um lançamento de um livro e, ao descer a escada para ir embora, com toda pressa para não perder um minuto do aniversário da minha amiga, vejo um carrinho de bebê duplo perto da seção infantil. Adoro criança, isso é fato. Sempre tenho curiosidade em olhar suas carinhas e um carrinho de gêmeos, então, vou com todo ânsia conferir.

Tratava-se de duas menininhas fofas e extremamente sorridentes. Para minha maior surpresa, eram siamesas, aliás, as siamesas. Ali parei e fiquei de longe a observar. Com meus olhos marejados, via quanta alegria naqueles rostinhos que se encantavam com as cores dos livros ali na estante infantil.

Elas, com a ingenuidade comum do universo infantil, nada sabiam o que estava por vir, muito menos o que poderia acontecer, apenas sorriam numa alegria que inundou minha alma, fez uma lágrima escorrer, marcando minha vida para sempre. Eram Maria Luisa e Maria Luana, as siamesas, aqui do Recife e recentemente operadas em Goiás, tenho certeza.

Atrasei minha saída da livraria e ali fiquei pasma procurando entender o porquê que limitamos nossas vidas e de maneira proposital nos entregamos a ciclos viciosos em que sentimentos puros e reais são banalmente esquecidos. As meninas, naquele dia, mostraram-me o que é saber viver e sorrir para o mundo.

Fui embora e, assim, as perdi no tempo. Através da imprensa, vi que as pequeninas rumavam para o maior desafio das suas vidas: a separação. O médico, que assumiu os riscos de um procedimento complicado, estava munido da fé em seu conhecimento. Não poupou esforços e foi à Guerra. Já separadas, com uma semana de recuperação, Maria Luísa não resistiu, deixando para Maria Luana toda a força de recomeçar e mostrar para o mundo o poder do seu inigualável sorriso. Agora, de volta ao Recife, no seio da família, essa pequenina encontra a paz merecida para um ser tão pequeno, mas de alma e força gigantescas. Seja bem vinda, pequena! A corrente de ajuda continua. Por isso, lembro às pessoas de bom coração, instituições competentes, oficina de órteses e próteses da AACD, escolas especiais, que colaborem com essa família.

E eu afirmo: é um sorriso que vai ficar pra mim, o resto da minha vida e quem o ganhar jamais esquecerá.



Banco do Brasil, agência 3699-4 variação 01. Conta de Maria Luana Nunes de Andrade: 29633-3. Telefones: (81) 3444.2480 e 3498.1822

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Entrevista exclusiva com Pollyanna



Era uma vez Pollyanna, ou Miss Poly. Uma menina, ou moça, ou mulher, que tornou-se personagem da literatura infanto-juvenil com seu espírito perseverante/ otimista e com o seu famoso ‘jogo do contente’. Atualmente, pouco se sabe do paradeiro dela, mas agora sabe-se que a mesma revoltou-se contra sua autora e concedeu, com exclusividade, ao repórter Wanda Valente, a entrevista a seguir.

O local escolhido foi uma mesa de bar do Boteco Surradão, localizado na periferia de Glória do Goitá, atual cidade em que mora. Na ocasião, ela confessou que continua com o pensamento de sempre: é importante ver o lado bom das coisas, mas não com isso de ser tida como a sempre boazinha. Resolveu então viver realmente a vida e curtir o que é imoral, ilegal e engorda.

Na entrevista ela faz revelações escandalosas sobre suas descobertas e suas conclusões de mundo.

Wanda Valente: Pollyanna, como é ser considerada o protótipo da menina, moça, mulher perfeita?
Polyana: Chato, aliás um saco.

R: Hoje em dia, como é sua rotina?
Bem, acordo por volta das 11h como o que tiver na geladeira, acendo um cigarro e vou para a varanda olhar o movimento da cidade. Depois ligo para um amigo ou amiga (normalmente minhas parceiros, Amy Winehouse, Courthney Love e Dado Dolabella) para saber se estão vivos da farra da noite anterior e saber se aprontei alguma, se disserem que sim, peço pra não falar, se disserem que não, me deprimo por não ter feito, depois tomo banho e cochilo. Lá pra mais tarde, faço uma máscara de pepino pra aliviar a tensão, fumo um baseado e vou ver a novela completamente chapada. Depois balada.

W: De que você vive?
P: direitos autorais, consegui em uma guerra judicial, assumir o lucro da venda dos livros que levam o meu nome.

W: Mas a autora não seria uma espécie de mãe para você, já que ela te deu a vida? Isso não te incomoda?
P: Porra nenhuma, ela só botava pra fuder em mim.

W: Como você vê essa mudança na sua vida?
P: Providencial. Tava precisando, sabe? A pessoa tem que ver o lado bom da vida, mas ser imbecil não.

W: O que você chama de ser imbecil?
P: O que eu era. Não incentivo ninguém a fumar maconha, tomar êxtase ou trepar loucamente, simplesmente não tapo mais o sol com uma peneira, aproveito.

W: O conteúdo dos livros são totalmente verídicos?
P: Um caralho!!! Transei no segundo volume. Mas a autora não me deixava falar, no terceiro me droguei pesado. Sabe, tenho vontade de um dia, escrever Polyana, a velha...

W: É uma idéia que você vai tentar concretizar?
P: (bocejando) ..... talvez.... mas acho que antes faço o polyana, a desvairada.

W: Seria uma espécie de Cristiane F?
C: Peraí, agora você está me agredindo. (coçando o entrecoxa)

W: Desculpe! Reformulo a pergunta: como seria Polyana, a louca?
P: bem, destacaria fatos reais da minha vida que chocassem mesmo como: a maratona de sexo que participei e a bebedeira da formatura de Maria Incarnacion.

W: Quem é Maria Incarnacion?
P: (rindo) Cacá, ah! Cacá, mandava muito bem!!! Saudade daquela espanhola.... e que espanhola....

W: Você viveu relações homossexuais?
P: Você acha que falo de Cacá com tanto saudosismo porque, meu véi? Cacá tinha uma pegada, mas uma pegada!!!! Nossssss (lambe os lábios).

W: Você é lésbica?
P: Não deixo de ser, sou bi e dar uma boa trepada com os dois sexos juntos é perfeito. Aliás, a natureza é perfeita e se podemos usufruir dos dois, por que não? Aliás, não sei se você notou, mas num consigo parar de olhar para o seu decote....

W: Vc manteve relações com travestis?
P: Jamais

W: Por que??
P: sempre achei uma classe nojenta, que abusa do uso de cosmético, na verdade pintam o que não são.

W: Você tem silicone?
P: Não

W: Você toma hormônio?
P: Não, Por que?

W: Porque você está desde hoje me comendo com os olhos e nem percebeu que eu sou um bofe. Agora vem logo ver e sentir o que é a natureza 2 em 1.

Polyana, que tinha jogado tudo para o alto, em busca de novas emoções não imaginava que estava diante de Waldemar Valente, jornalista, 39 anos e muita saúde. Foi assim que Miss Poly refez sua vida, rompeu preconceitos e seguiu contemplando o lado bom da vida, ao lado do seu novo grande amor e viveram felizes para sempre.

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©2009Erika Valença | by TNB