Inverno..........

Tem amores que adormecem na nossa mente, mas que com um simples gole de vinho renascem e nos faz se inebriar no mais puro sentimento de saudade. Lembro dele com um casaco claro, sorriso no rosto e fumacinha de frio saindo pela boca.

Não tenho a mínima idéia de como ele seria no verão. Acho que nem seria ele.

Os termômetros acusavam frio, mas, para  nós... era tudo tão tórrido.

Saíamos a pé pelas ruas da Lisboa Antiga, com o pretexto de um gole de vinho para nos esquentar. Chegávamos ao mesmo restaurante, à mesma mesa. No pedido, vinho sempre. Tomávamos uma garrafa depois uma garrafinha. Sempre a mesma medida.

A caminho de casa, e, de tanto calor, ficávamos a ponto de tirar o casaco e caminhar desprotegidos do vento cortante.

Agora, aqui, há muitos quilômetros de distância, em puro clima tropical, degusto o mesmo vinho que, elogiávamos o poder de esquentar. Conclusão: a bebida não esquenta do jeito que imaginávamos.

Tudo era uma desculpa tanto para degustá-lo quanto um disfarce para o calor que sentia um pelo outro.

Éramos feitos de inverno! Vivíamos para o inverno! Aquela estação tinha sido feita para nós e nada mais importava. Éramos realistas e isso bastava.

Agora, aqui, distante o suficiente, vejo que o vinho nem era tão bom assim e a composição perfeita era outra.

A primavera, então, começou a anunciar sua chegada e aquilo não era nosso. Aos poucos nos afastávamos. Quando dei conta, as flores tamavam conta da cidade e sozinha eu estava.

Então, o tempo passou, as estações mudaram e mais uma vez chegou o inverno em Lisboa. Sequer suportei tal ausência e vim para o calor dos trópicos. Nunca mais tomei aquele vinho. Só me restou saudade do que se esvaiu com a chegada das flores.

Prefiro, por vezes imaginar, que aquele inverno, tão especial foi um sonho e que, eu nem sequer conheci alguma pessoa com o seu nome, com o seu toque, com o seu carinho, com sua pele, com seu cheiro conheci. Sabe, é mais prático!

As flores nem sempre trazem alegria.

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Elisa Lucinda

Eu simplesmente adoro Elisa Lucinda!!!


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Play it, Sam!

Às vezes tenho a nítida sensação de que vi pessoalmente aquela cena e que de certo, deveria ter feito parte dela. Ela é tão real, tão fiel que me perco numa realidade que nunca vivi, apenas fui espectadora. Tudo é tão perfeito que começo que ela transcende e me faz ter certeza de que ela faz parte de mim e passou não apenas na minha tela, mas na minha alma, eternamente.


Assim como muitos marcos e marcas, o que fica é o desejo, a lágrima e a dura realidade dos pobres de espírito que não se dão o direito de sonhar.

The fundamental things aplly. As time goes by.

Por isso:

Play, Sam!



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Outono


Hoje minha alma está outono
Fria, escura, só e caída
Um dia fui verão
e o sol aquecia meu peito
Quente, claro, invasor
Nos dias de primavera,
sorrisos, sonhos e cores
Mesmo hoje, outono, folha seca e vento cortante
sinal de mudança, renovação, maturação
Inverno.

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Do tipo one way

Em um passado que me pertence, eu adoraaaava.




O vídeo da banda Ciclone e o seu único sucesso: do tipo one way

Assista e observe os seguintes pontos:

* Que dança é essa????

* Que figurino é esse, Senhor?

* Chacrete possuia cada sobrenome né?

* O padrão de beleza era menos exigente, uma vez que a sensualidade existia até com moças que possuem ausência dentária

* E o olhar delas? ui, dá até medo!

* Eles são bem ensaiados mesmo!

* Em 85 Russo já bombava nos palcos. Acho que ele é Matusalém

* Tem uma chacrete que parece Hellen Roche

* Grande parte das chacretes não tem rítmo

* E os penteados??? a la Charlie`s angels

* Observe quando a música fala em sinuca de bico: a coreografia se supera

* Grecthen era Gretchen

* Monique Evans ainda fazia o estilo singelinha de lacinho

Tudo do tipo One Way, inclusive o grupo

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Saudade

Um bom amigo independe de idade, sexo, religião, opção sexual. Um bom amigo é aquele que está sempre com você, junto, em pensamento, no coração.

É isso que eu levo da amizade que eu tinha com meu professor de Judô Jorge Titico: temos que ser livres, libertos de valores, fiéis e amados.

Vá em paz, Mestre.

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©2009Erika Valença | by TNB